PÁGINA DE TRABALHO — não listada, para conferência da família

Rosendahl-Holtwick · Westfália

O ramo que ficou

Em 1898, Vincentius Joseph Rücker embarcou para o Brasil com os filhos homens. Contou-se por mais de um século que a família inteira tinha saído da Silésia. Não tinha: uma filha ficou. Esta página reúne o que se sabe hoje sobre essa linha — e, sobretudo, o que ainda falta.

De onde ela vem

Ascendência

  • Georg Rücker
    n. 1789, Johannesberg · hoje Janowa Góra, Polônia
    Mudou-se para Wölfelsgrund por volta de 1816. Casou duas vezes; da segunda, com Johanna Hannig, nasceu Vincentius.
  • Vincentius Joseph Rücker
    09/10/1827, Wölfelsgrund — 21/07/1908, São Pedro do Maratá (RS)
    Viúvo de Beata Larisch, organizou e financiou a emigração de 1898, aos 70 anos. Está sepultado no Rio Grande do Sul.
  • Maria Rücker Wolf
    datas desconhecidas · cônjuge: Berthold Wolf
    A filha que não atravessou. Descrita como a mais nova. Em 1898 já era casada e tinha o primeiro filho — e ficou.

Os irmãos dela que embarcaram foram três: Anton, de quem não se sabe mais nada depois de 1898; August Ambros, que ficou em São Pedro do Maratá e teve quinze filhos; e Ambros August, que em 1921 migrou para Maratá, em Porto União, Santa Catarina.

Maria não sumiu da história da família por ter ficado. Sumiu por ter casado: virou Wolf, e a busca de cá sempre se fez por Rücker.

E a travessia de 1898 deixa de ser o corte limpo que se contava. Gottfried Anton esteve na Alemanha em 1923. O tio José guardava os telefones dos parentes de lá numa gaveta e os passou ao sobrinho em 1966. Emil atravessou a Alemanha naquele mesmo ano para visitar Sigesfredo Engelbert Rücker em Celle. Bertholdo Henrique esteve em Rosendahl-Holtwick em 1966 ou 1967. Cada um desses episódios estava guardado em separado, como curiosidade solta. São uma linha só, e ela nunca se rompeu.

O que veio depois dela

Descendência

Duas fontes que não se falam dizem o mesmo: Maria e Berthold Wolf tiveram cinco filhos, com estes nomes.

  • Emil Ewaldo mais velho · n. 16/02/1897, a confirmar · Bodenstedt · cônjuge Maria Treutler · filha Regina Reihers
  • AlfredRosendahl-Holtwick · recebeu Bertholdo em 1966
  • Alfonssem dados
  • Fritzsem dados
  • Mariechensem dados

Das gerações seguintes temos os nomes, anotados numa árvore desenhada à mão em outubro de 2026. A geração de cada um dá para atribuir com segurança, porque os parentes brasileiros desenhados nas mesmas faixas têm geração já conhecida. O que não dá para ler são os traços entre as colunas — de qual dos cinco irmãos cada pessoa descende continua em aberto.

Netos de Maria

Regina Reihers é filha de Emil. Dos demais, a ligação não está estabelecida.

Regina Reihers · Alfons · Waltraud · Norbert · Ewald · Elisabeth · Ulla · Erika

Bisnetos

Dirk-Gerald esteve em Porto Alegre e é pai de Dana. Brunhilde nasceu por volta de 1952.

Dirk-Gerald · Brunhilde · Christiane · Brigitte · Hannelore · Günther · Manuela · Manfred · Doris · Rita · Barbara · Achim

Tataranetos

Dana é filha de Dirk-Gerald.

Dana · Carina · Christina · Julia

O que ainda não sabemos

Questionamentos em aberto

  1. As datas de Maria

    Nascimento, casamento, falecimento. E onde está sepultada — uma fotografia da lápide resolveria de uma vez.

  2. Onde o casal morava na Silésia

    Era Wölfelsgrund, como o pai e os irmãos, ou outra aldeia?

  3. As ligações entre as colunas

    Quem desce de Emil, quem de Alfred, quem de Alfons, de Fritz, de Mariechen. É o que transforma a lista de nomes em árvore.

  4. Datas e cônjuges dos cinco irmãos

    De Emil sabemos a esposa, Maria Treutler, e a filha Regina. Dos outros quatro, nada.

  5. 16 de fevereiro de 1897

    A data aparece numa frase que pode se referir a Emil ou ao pai, Berthold Wolf. Se for de Emil, ele já tinha quinze meses em 1898 — e então Maria não estava grávida no embarque, era mãe. Muda o motivo declarado de ela ter ficado, não o fato.

  6. 1966 ou 1967

    O verso das fotografias da visita de Bertholdo diz 1966. O relato de família no Brasil situa a viagem em julho e agosto de 1967.

  7. Beata Larisch

    A mãe de Maria, esposa de Vincentius, morreu na Europa. O acervo não tem data, nem lugar, nem sepultura. É possível que o nome ainda circule do lado de lá.

  8. 1945

    A família é hoje do Münsterland e da Baixa Saxônia, longe da Silésia. Saber o que foi possível levar na saída — papéis, fotografias, um Ahnenpass — define o que ainda existe para encontrar.

  9. Outras filhas

    Maria é descrita como “a mais nova filha”. A formulação sugere que houve outras, e a prole de Vincentius segue incompleta.

Esta página existe por causa de Augusto Jaeger, que foi até lá, sentou à mesa, perguntou e mandou tudo para casa. O que está aqui é dele.

Publicamos mesmo com pontas soltas, e deixamos as dúvidas à vista em vez de escondê-las — é assim que alguém pode dizer que está errado e a gente corrige. Se você sabe uma data, reconhece um nome ou lembra de outra versão, escreva para o acervo: fale com a gente.